terça-feira, 26 de novembro de 2013

All That Matters - Capítulo 3

A sós.

Será mesmo que Justin estava acreditando que eu era sua namorada? Realmente ele perdeu a memória.. Meu Deus! Por mais que seja tudo mentira, que eu tenha machucado o menino que amo e tudo mais, está sendo a melhor experiência que já passei na minha vida. Simplesmente sem palavras.

Abri a porta do carro e antes mesmo de entrar pedi licença, Pattie olhou pra trás e sorriu tentando não demonstrar o desespero... Mas seus olhos gritavam!

- Fiquei a vontade querida!

- Obrigada!

Entrei no carro e fiquei sentada bem na beira do banco olhando pro vidro, quando sinto a mão do Justin na minha perna. Olhei rápido pra ele e mais uma vez ele estava sorrindo pra mim. Ele olhava nos meus olhos e eu olhava nos dele, nossas bocas estavam a ponto de se tocarem e lembrei que no carro existe retrovisor e era a mãe dele quem estava dirigindo. Ela ainda não sabia da mentira que eu inventei a pouco tempo e com isso, poderia me achar interesseira, uma vagabundinha como outra qualquer.

Olhei para o lado da janela e comecei a sentir a respiração de Justin no meu pescoço. Eu estava entrando em desespero, não sabia o que fazia... Eu queria tudo aquilo, realmente queria, mas não poderia passar uma imagem ruim para Pattie.

- Você é tão linda... - Justin sussurrou ao meu ouvido.

Senti meu corpo se arrepiar todo e o loirinho percebeu. Pegou na minha mão e com a outra puxou meu queixo pra olhar pra ele. O que será que Pattie estava pensando de nós naquele momento? E mais uma vez quase nos beijando, a minha 'sorte' naquele momento, foi que Pattie parou o carro.

- Chegamos!

Abri a porta e desci do carro. Olhei para um lado da rua, olhei para o outro e vi minha casa! Agradeci e fui embora sem ao menos me despedir de Justin, enquanto o mesmo ficou lá parado me olhando entrar em casa. Acredito eu, que estava esperando um beijo ou qualquer coisa assim! Só espero que ele não comente nada com a mãe dele sobre o nosso 'namoro'.

Entrei em casa e minha mãe estava na sala assistindo a Tv. Subi direto pro meu quarto e ela veio atrás toda curiosa querendo saber por qual motivo eu saí da escola mais cedo. Expliquei tudo pra ela e minha mãe, assim como Pattie, entrou em desespero. Desceu correndo as escadas e saiu pela porta.

Fiquei a olhando pela janela e a vi tocando a campainha na casa da vizinha. Quando de repente, a porta abre e sai Pattie. Meu Deus, agora tudo fazia sentido... Eles são meus vizinhos agora! Por isso vieram em casa ontem. Nossa como eu sou lerda, porque não pensei nisso antes?

Vi também parar um carro na qual desceu um cara todo de branco, sem nenhuma dúvida, era o médico. Minha mãe e o médico entraram e Pattie fechou a porta. Não vou mentir, a melhor coisa a ser feita da minha parte era ir ver como o Justin está, ficar lá com ele, fazer companhia e tudo mais... Mas meu medo era maior, medo da mãe dele estar me odiando, medo de quando ele voltar a memória, ele mesmo estar me odiando. E acredito que isso vai acontecer a qualquer momento.

Minha mãe chegou em casa e bateu na porta do meu quarto. Abri e sentei na minha cama mexendo no celular...

- Como que ele ta?

- Ta bem melhor, graças a Deus!

- A Pattie está brava comigo? - Perguntei olhando pra ela.

- Claro que não, ela sabe que não foi sua intenção derrubar ele da escada... 

- Eu não derrubei mãe, ele que... - Ela me interrompeu.

- Eu sei filha, calma.. Não precisa ficar assim! Ele está bem, ela sabe que a culpa não foi sua.

Coloquei o celular do lado e fui na janela observar a casa de Justin.

- Filha, posso te pedir um favor?

- Pode mãe.. - Cabisbaixo.

- Hoje eu, Pattie e seu pai vamos precisar sair a noite, a trabalho. E Você e Justin não poderão ir... E como vão ficar sozinhos, ele não está bem e Pattie confia muito em você, por mais que seja tão pouco tempo que tenhamos amizade assim.

- Enfim mãe... direto ao ponto, por favor!

- Vou precisar que você fique na casa do Justin com ele.

- Oi?? - Olhei assustada para ela.

- Isso mesmo.. Por favor!

- Ah mãe... Não tem como eu ficar na casa de um estranho assim.

- Não é estranho filha, é o Justin... Por favor, é realmente muito importante!

- Eu vou deixar a chave de casa com você, se quiserem vir aqui pegar alguma coisa, fiquem a vontade!

- Não posso ficar eu aqui e ele lá?

- Não (SN), entenda... É importante e vou precisar que você cuide dele! Ele perdeu a memória e nada teria acontecido se não fosse por você! Ta todo mundo contando com você....

- Ta bom mãe... ta bom!

- Mas antes de mais nada....

- Ai, o que foi agora?

- Queria dizer que vocês vão ficar sozinhos, e eu queria poder confiar em você... Eu sei melhor que ninguém que você ama ele.

- Que história é essa mãe? Quem ama quem? Meu Deus, não delira... - Voltei a olhar para a janela.

- (SN), sou sua mãe.. Eu te conheço! A mãe sempre sabe quando a filha está apaixonada. Não precisa mentir pra mim....

- Ah, só não queria que ninguém soubesse....

- Eu entendo, já passei pela sua idade, se esqueceu? Enfim... Só quero pedir pra que você tenha juízo porque confio em você e sei que posso.

- Ok mãe, fica tranquila.. Juízo em mim não falta!

- É, espero mesmo! - Disse rindo. - Bom, então é isso... Obrigada viu? Te amo!

- Ai, ta mãe.. para de melação!

- To indo arrumar minhas malas e as de seu pai.

E saiu. Puxei a poltrona que tinha no meu quarto pra varanda e fiquei fitando a rua e pensando comigo mesma. E nossa, eu vou passar uma noite inteira com o Justin, não me esquecendo que ele ainda está achando que eu sou a namorada dele. Meu Deus, o que eu faço? Não posso negar que estou amando, mas um pouco de medo sempre aparece.

[...]

Eram 19h51 e o vôo deles sairia as 20h30. Confesso que eu estava nervosa, mas um pouco ansiosa também! Se despediram, meus pais e Pattie deram seu discurso e foram embora. Fiquei sentada no sofá da sala assistindo filme e Justin sentado do meu lado.

- Quer comer alguma coisa?

- Não, estou bem... Obrigada!

- Ah, então vem comigo fazer pipoca.

- Ok.

Levantei e fui seguindo ele até a cozinha. Ele pegava as coisas e eu preparava a tal pipoca.

- Sabe uma coisa que eu aprendi a fazer com a minha mãe, uma receita do Brasil, de quando ela morava lá?

- O que?

- Brigadeiro.

- Ah, jura que tu sabe fazer??

- Sim... - Sorrindo.

- Então você vai fazer. Quais ingredientes precisa pra fazer brigadeiro?

- Margarina, leite condensado e nescau.

- Ok. Minha namorada é perfeita... Meu Deus!

Eu estava virada para o fogão mexendo na panela de pipoca, quando senti o corpo do Justin colando no meu. Sim, Justin tinha me abraçado! Ele apoiou seu queixo no meu ombro e ficou ali me olhando movimentar aquela panela.

- Eu te amo.

Meu corpo automaticamente gelou por inteiro, meu coração batia cada vez mais forte, minhas mãos soavam tanto que quase pingavam. Nunca senti isso antes! Meu Deus, o que está acontecendo comigo? Estou fora de mim. A minha vontade era virar de frente pra ele e dar um beijo, daqueles na qual eu queria a 3 anos!

- Repete, por favor?

- Eu te amo. - Deu uma pausa - Muito!!!

Eu não conseguia mover aquela panela. Desliguei o fogo e me virei de frente pra ele exatamente do jeito que eu queria. Ele me pegou no colo e me colou em cima da bancada da cozinha olhando nos meus olhos, sem desviar um minuto sequer. E completei...

- Eu também te amo muito! - Disse meio insegura. Afinal, ele tinha perdido a memória... Com certeza estava falando sem pensar.

Justin foi se aproximando cada vez mais de mim, seus olhos sempre fixados nos meus, sua boca a cada segundo mais perto, quando o vi fechando os olhos. Pronto, se a minha intenção era desistir daquele beijo para não criar esperança, era tarde demais.

Fechei meus olhos e senti os lábios de Justin roçando os meus. Logo Justin pediu passagem com a sua língua para um beijo de verdade, e eu sem exitar, o liberei. Ele me beijava calmo, com vontade e enquanto o beijo esquentava cada vez mais, Justin passava a mão da minha cintura até minha nuca.

O arrepio mais uma vez, tomou conta de mim. Ninguém nunca ensinou para esse garoto que não pode pegar na nuca de uma mulher? Uma das mãos de Justin massageava a minha coxa a apertando cada vez mais forte, enquanto a outra apertava meus cabelos me deixando ainda mais louca por ele.

Já havia beijado outros garotos, mas esse beijo com certeza foi o melhor de toda a minha vida. Ele sabe como cuidar de uma mulher, aliás, ele sabe como enlouquecer uma mulher!

Dei um leve empurrãozinho em seu peito e desci da bancada ainda o beijando, e o clima estava cada vez mais quente, eu não aguentava tudo aquilo. Parei o beijo e fiquei olhando fixo pra ele, foi quando ele soltou aquele sorriso encantador dele.

- Que horas são?

Olhei para o relógio e respondi.

- 21h45.

- Quinze para as dez? hmmm, vem cá.

Me pegou pela mão e começou a me puxar. Subiu as escadas e eu, completamente sem entender nada...

- Onde vamos?

- Você vai ver...

- Mas e as coisas? Tenho que terminar de fazer a pipoca e o brigadeiro pra você!

- Deixa isso pra lá... - Antes de terminar a frase, entramos no quarto dele e ele fechou a porta. - Agora é só nós dois!

Lembrei do que minha mãe havia me falado, sobre ter juízo e etc, mas Justin me olhou com uma cara de safado e veio pra cima de mim igual a um leão. Eu teria que ser forte, mas se passasse do meu limite, eu não aguentaria.

domingo, 24 de novembro de 2013

All That Matters - Capítulo 2

Perdendo a memória.


Acordei era umas 5h30, tomei meu banho, me troquei e fui pra escola. Hoje, de fato, mais arrumada.. Pelo fato de Justin já saber da minha existência. Só ainda não entendi porque ele foi parar na minha casa, mas ok, um dia descubro. Pior que esqueci de perguntar pra minha mãe, com certeza ela saberia...

Cheguei na escola, bateu o sinal e eu e a Lari entramos pra sala. Lógico que eu contei TUDO pra ela, detalhe por detalhe. Ela quase morreu quando eu contei, queria me matar, que sou muito sortuda e tudo mais.

Chegou o intervalo, sentei no meu cantinho de sempre que dava pra ver o lindo do Justin perfeitamente. Coloquei um fone e a Lari colocou o outro e ficamos ouvindo música e fitando cada movimento daquele príncipe sem coroa. 

Bateu o sinal e subimos pra sala. Durante a aula a professora pediu pra eu descer até a coordenação para pegar giz pra ela, pois o dela tinha acabado. Ok, como boa aluna, fiz o que me pediu.

Peguei o giz e com as mãos com vários dele, comecei a subir as escadas olhando pro chão. De repente esbarro em uma pessoa me fazendo deixar cair todos os giz da minha mão. Vários dele tinham quebrado ali, a pessoa continuou andando e eu fiquei ali pegando do chão. Nem olhei pra ver quem era, fiquei xingando a pessoa mentalmente, mas deixei passar.

Quando olho pro lado, um garoto descendo correndo as escadas, pisa em um dos giz que estavam no chão e leva um tombo, rolando as escadas e batendo a cabeça na mesma. Fiquei em choque, paralisada, completamente sem saber o que fazer. Eu olhava pro lado e não tinha ninguém ao nosso redor. 

Me agachei ao lado do garoto e vi que era o Justin ali... Foi aí que fiquei mais em choque ainda, poderia ser qualquer outra pessoa, mas não, tinha que ser o Justin Bieber. Que inferno, só dou mancada, que garota azarada!

- Ei.... Justin, acorde, por favor! Não me deixa entrar em desespero, acorde.. - Automaticamente comecei a chorar completamente sem controle.

Eu batia no rosto dele e ele não acordava. Meu Deus, o que foi que eu fiz? Eu poderia ter tomado um pouco mais de cuidado. Mais sem juízo ainda foi o inútil descer correndo as escadas... Poderia ter olhado pro chão não é?

- Justin, por favor... Me responde, não me deixa aqui, por favor, eu preciso de você! Abre os olhos, faz algum movimento, me dá um sinal pelo menos... Por favor, Justin!!!! - Batendo no rosto dele e chorando ainda mais cada segundo que passava.

Eu tinha que tirar ele dalí, ele não poderia ficar deitado ali no chão. Mas ele é um garoto, eu não vou conseguir carregar ele até algum lugar próximo e se eu quisesse levar ele pra enfermagem, precisaria de ajuda... Pois estava longe dalí.

O único momento em que eu estava próximo da pessoa que eu amava, ela estava inconsciente por descuido meu. Eu não tinha o que fazer... Eu não poderia deixar ele ali sozinho pra ir chamar alguém, e ninguém descia aquela maldita escada pra me ajudar.

Foi ai que peguei na mão de Justin, deitei minha cabeça em sei peito pra ver se o coração batia e ouvi o mesmo bater forte. Os dedos dele começaram a se mexer, e rapidamente olhei pra ele e o vi abrindo os olhos devagar.

- Ai, graças a Deus!!! Justin, você está bem?

- Oi? - disse meio confuso.

- Você está bem??

- Hmmm. Acho que sim, minha cabeça está doendo muito! - Tentando se levantar.

- Você acha que consegue se levantar pra eu te ajudar a ir para a enfermaria?

- Acho que sim. Mas onde estamos??

- Como assim onde estamos? Na escola, você caiu da escada e bateu a cabeça... Não se lembra?

- Não...

Pronto, agora Justin perdeu a noção do tempo e eu fui a real causadora disso tudo. Acho que nunca tive na minha vida, tanto desespero igual naquele momento. Ele estava totalmente fora de si, aposto que também não fazia ideia de quem eu era. Aliás, nunca fui nada pra ele, então não fazia diferença.

Ajudei Justin a se levantar, coloquei seu braço em volta do meu pescoço e fomos andando bem devagar pra não correr o risco de acontecer mais alguma coisa horrível. Já que era eu ali e em tudo o que toco, sempre acontece alguma coisa de ruim. Parece até que é macumba... Meu Deus!

Ele era tão cheiroso, o perfume dele era forte e ao mesmo tempo conquistador. A voz dele... Ah, a voz dele era simplesmente perfeita, meio rouca e calma ao mesmo tempo. E enquanto caminhávamos ele me fazia perguntas do tipo "que horas são?" "que lugar é esse?" "meu Deus, onde eu vim parar?" e essas coisas. Acho que estava tentando achar um jeito de tentar capitar a memória.

Chegando na enfermagem, abri a porta, coloquei ele sentado na maca e fiquei esperando a enfermeira ou qualquer nome que queira chamar. Ver ele ali, sentado na minha frente, olhando nos meus olhos com aqueles olhos sedutores castanho claro era o fim pra mim, eu definitivamente estava completamente apaixonada pelo playboyzinho da escola.

O tempo passava e nada da enfermeira chegar. Eu já estava começando a ficar estressada. O garoto perdeu a memória, alguém tinha que cuidar dele, eu não sei nada sobre cuidar de doentes... Eu estava completamente perdida!

Mais uma vez Justin ficou me olhando. Foi aí que um sorriso meu escapou, e vi que o rosto dele também se moveu a sorrir. Eram dois adolescentes dentro da enfermagem se olhando e sorrindo sem motivo um para o outro. Meio louco tudo isso não é?

E assim ele começou a fazer várias outras perguntas, mais uma vez tentando capitar a memória que teria perdido no capote, na escada. E entre essas perguntas, ele me fez a seguinte questão:

- E quem é você?

- (SN), prazer. 

- Nós somos namorados?

Exatamente nesse momento eu fiquei paralisada, não sabia o que responder... Fiquei o olhando e pensando em uma resposta e mesmo pensando muito, minha boca soltou um:

- Sim.

- Puxa, minha namorada é linda.

Não estou acreditando que o Justin Bieber, que sou apaixonada faz quase 3 anos está me chamando de linda, aliás, entramos no colégio juntos, mas como ele é um ano mais velho, ficamos em salas diferentes e mesmo com todo esse tempo, não tive coragem de falar com ele. Eu sabia que em algum momento ele descobriria a verdade, mas o momento ali estava tão perfeito que eu deixei acontecer naturalmente sem querer. As palavras saíam da minha boca com uma facilidade, não me deixava pensar pra responder, eu não sabia o que estava acontecendo comigo.

De repente entra na sala uma moça com um avental branco, cabelo preso e óculos.

- O que vocês estão fazendo aqui?

Expliquei toda a situação pra ela e ela ligou para a mãe de Justin para que viesse buscar ele. Ele não poderia ficar naquelas condições na escola. Ele ia fazer o que na escola? Tinha perdido a memória. 

[...]

Passou um tempo e logo Pattie chegou. Como sempre, toda linda. Cabelo soltos lisos, e os olhos sempre brilhando parecendo duas bolinhas de gude. Ela parecia tensa, e lógico que estaria.. Ai meu Deus, o que eu to falando? Cala boca (SN), para de conversar com você mesma, que ridículo, ta parecendo louca.

- Meu Deus o que aconteceu? - Toda preocupada. Foi aí que ela me viu. - (SN)? O que você ta fazendo aqui? O que você fez filho??

- Calma, podemos conversar lá fora um instante? - Disse a enfermeira.

Nossa, imagino o desespero da Pattie. Ela vai querer me matar quando souber, foi tudo culpa minha! Olha só, que lindo... Minha 'sogra' querendo me matar por eu ter quase matado o filho dela. Eu estava completamente ferrada! Meu coração batia forte, minhas mãos soavam e a minha expressão facial não era de se esconder meu medo.

Pattie entrou na sala, olhou pra mim e disse.

- Obrigada! Vamos Justin.

Meu coração gelou. Eu quem queria me matar, nunca me senti tão inútil assim. Quase saindo pela porta, virou pra mim e completou.

- Aliás (SN), não quer ir pra casa também? Acredito que você não vai conseguir estudar depois desse choque que levou...

- Não Pattie, estou bem... Obrigada! - Disse sorrindo pra ver se acalmava um pouco as coisas, mas óbvio que não adiantou muita coisa. 

- Não, eu faço questão de te levar embora. Vamos... Eu assino pra te dispensarem também! Você não vai ficar na escola numa hora dessas. Você sabe qual a sala que o Justin estava?

- Sei sim... - Eu sabia de todas as aulas do Justin, eu sabia de quase tudo dele. Eu não era apaixonada, na verdade, eu era desesperada por ele kkkkkkk

- Ótimo, tem como você pegar o material dele pra mim, por favor?? - E tem como dizer não pra ela?

- Lógico...

- Já aproveita, passa na sua sala e pega o seu também.

- Ok Pattie, obrigada!

Virei as coisas e saí. Subi na sala do Justin... Já comentei que sou tímida? Lógico que já. E como eu falaria pro professor me deixar entrar na sala dele, atrapalhar a aula dele pra pegar o material do menino mais desejado da escola? Os amigos dele iam me matar por olhares. Dito e feito.

~Toc Toc~

- Pois não?

- Eu preciso pegar o material do Justin, ele vai embora. A mãe dele está pedindo!

- Ah, ok... Pode entrar!

Entrei e todo mundo ficou me encarando. Uma pessoa em cada canto da sala gritava:

- O que acontecendo com o Kidrauhl?

- Porque ele vai embora?

- Porque você quem veio pegar o material dele? ele não podia?

E várias outras perguntas. Eu estava completamente paralisada mais uma vez, não respondi ninguém. Entrei muda e saí calada. Acredito eu que o pessoal da sala do Justin estava me achando a maior mau educada, mas não... Era vergonha mesmo!

Fui pra minha sala, peguei meu material e desci. Pattie estava me esperando no carro já e por algum motivo, Justin estava no banco de trás, sorrindo pra mim.

sábado, 23 de novembro de 2013

All That Matters - Capítulo 1

Nada como um dia após o outro.


Mais um dia como todos os outros. Levantar cedo, me arrumar e ir pra escola! Na verdade eu não aguento mais essa minha vida de estudante, mas como todos temos que passar por isso, vamos em frente...

Acordei com meu pai batendo na porta, assim como todos os dias..

- Vamos (Seu nome), está na hora de acordar! Você tem aula...

E como a minha vida é sempre clichê, levantei da cama e fui direto pro banheiro tomar meu banho. Assim que saí, coloquei aquele uniforme ridículo que me deixa obesa, calcei o tênis e corri para a cozinha. E mais uma vez, aquela mesa de café lotada de coisas... Vários tipos de pães, leite, achocolatado, café, bolacha, manteiga, requeijão, enfim... Achava exagero aquilo tudo, mas ok..

Tomei meu café da manhã e corri de volta pro banheiro, pra escovar meus dentes, arrumar meu cabelo e ir para a escola. Feito isso, só ouvi meu pai gritando:

- Vamos (SN), você está atrasada!!!!

Peguei meu celular (meu instrumento de sobrevivência, não vivo sem rs') e desci correndo, entrei no carro e fui para o tão esperado colégio.

Os dias se passavam e minha vida era como a de todas as outras. Dia a dia sempre a mesma coisa, era apenas mais uma daquelas vidas clichês. Só tinha um detalhe, eu era apaixonada por um garoto da escola, sempre rodeado de meninas e todas as garotas da escola também morriam por ele. Eu nunca teria chance, aliás, nunca vou ter chance com ele!

Eu era o tipo de garota quieta num canto, com apenas uma amiga, completamente isolada, tímida.. Quem olharia pra mim? 

Enfim, cheguei na escola. Desci do carro e fui direto com a Lari (minha melhor amiga). O sinal tocou e fomos pra sala! 

Estávamos quase no meio do ano e diariamente no intervalo, eu ficava babando naquele garoto de topete loiro. Nos dias em que ele faltava, a escola não era a mesma, parecia que faltava algo, ela era totalmente diferente... Acho que pelo fato de eu gostar demais dele!

[...]

Cheguei em casa, almocei e fui direto para o meu quarto. Liguei o rádio e fui tomar um banho. Saindo do mesmo, escolhi minha roupa e resolvi ir pra casa da Lari... Eu ia ficar fazendo o que em casa? Odeio ficar sozinha, por mais alone que eu fosse!

Peguei meu celular, o notebook e fui correndo pra lá. Ela morava tão perto de casa, era só virar a esquina e já estava na casa dela. Era perfeita essa nossa vida de amigas kkk.

Saindo de casa vi um caminhão de mudança na casa de frente pra minha. Até então nem me toquei. Parei um pouco na frente de casa e fiquei observando quem seria meu(minha) mais novo(a) vizinho(a).

Logo depois chegou um carro L-I-N-D-O, e dele desceu uma mulher bem baixinha, morena de olho azul, simplesmente PERFEITA. Falei baixinho pra mim mesma:

- Nossa, to bem de vizinha hein...

Nisso a Lari me aparece correndo e gritando meu nome igual a uma louca.

- (SN)! (SN)!!!

E eu ali observando aquela casa. Uns segundos depois desce um garoto do outro lado do carro. Sem tempo de ver quem era, a Lari chegou atrás de mim e tapou meus olhos com as mãos.

- Surpresa!

- Oi? - Eu disse meio confusa, tirando as mãos dela dos meus olhos e virando para a mesma.

- Surpresa....

- Surpresa o que Larissa?

- Eu to aqui ué.. Surpresa, vim te chamar pra ir em casa!

- Ahhhh sim, eu já estava indo pra lá. Só queria saber quem vão ser meus novos vizinhos!

- Nossa, verdade nem notei... - E ficou as duas alí, paradas na frente da minha casa observando a mudança.

A mulher e o garoto entraram pra casa e não saíram mais. E eu aqui, toda curiosa... Viramos as costas e fomos pra casa da Lari. Fiquei o dia todo pensando naquilo.

[...]

Eram 8 horas da noite, já estava ficando tarde e no outro dia eu tinha escola, era hora de ir embora. Me despedi da Lari e dos pais dela e voltei pra casa. Cheguei em frente a minha casa e mais uma vez fiquei observando aquela casa gigantesca...

De repente chega outro daqueles carros maravilhosos. Desce um senhor de cabeça branca e uma senhora loira de cabelo até o ombro e óculos. Pra eles não pensarem que eu estava querendo alguma coisa lá, entrei correndo pra dentro e pra minha sorte, minha janela era de frente pra casa.

Na verdade, não sei porque fiquei tão encanada com aquela casa.. Alguma coisa me dizia que algo de muito especial ia acontecer lá dentro e que eu estaria envolvida. Mas as vezes era só sensação mesmo, intuição sei lá!

Jantei, tomei banho e fiquei ouvindo música com o fone, deitada na minha cama.. Do nada, minha mãe bate na porta e me pede pra descer. No começo fiquei assustada, mas achei que ela queria que eu fizesse algo pra ela ou coisa assim.

Descendo a escada de pijama, pantufa e mexendo no celular... Quando olho pra frente vejo o garoto da escola e sua mãe entrando pela porta da minha casa. Na hora que olhei, já virei as coisas e subi correndo pro meu quarto pra me trocar... Quase levei o maior tombo na escada na frente de todo mundo!

- Como a minha mãe não avisa que o Justin está aqui? Me faz pagar esse maior mico? Agora que ele não olha mais pra mim mesmo, meu Deus.. vou matar ela! Ele deve estar achando que sou louca ou que tenho algum problema mental, não é possível... Que vergonha!!!!

Me troquei colocando a melhor roupa de verão que eu tinha no meu closet, a sapatilha mais nova e fui direto pro banheiro arrumar meu cabelo. Passei blush, rímel, um gloss e desci.

Estavam todos na sala conversando. Cheguei lá e todo mundo parou pra me olhar, inclusive o menino mais lindo de todo o mundo. Automaticamente pensei comigo:

- Meu Deus, o Justin ta na minha casa.. Ele é ainda mais perfeito de perto, ele ta me olhando!

Eu estava quase infartando dentro da minha própria casa. Sentei e como sempre, minha mãe tinha que acabar com a minha moral mais uma vez....

- Nossa filha, aonde você pensa que vai?

- Nenhum lugar mãe. - Abaixei a cabeça e fiquei fitando minhas pernas, dei uma olhadinha pro Justin que estava sentado na minha frente e ele estava olhando pra mim. Na hora, senti minhas bochechas queimarem.

- Porque você está toda arrumada então?

Acho que a partir daquele momento todo mundo ali presente já sabia que eu era completamente apaixonada pelo tal Justin Bieber, que na verdade, antes de estar na minha casa, nem sabia da minha existência.

[...]

O tempo passou, eles foram embora e eu queria matar a minha mãe, só pelas coisas que ela me fez passar nessa noite.

Voltei pro meu quarto, coloquei meu pijama novamente e dormi.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aviso!

Bom minhas Beliebers, queria dizer obrigada a todas vocês que liam minha imagine... É realmente muito gratificante pra mim escrever pra vocês e saber que vocês gostam do que escrevo!
Me desculpem por todo esse tempo que fiquei distante da imagine e de vocês! Quero voltar com mais ideias e tudo mais!!! Só estou agradecendo mesmo....
E pra terminar, quero avisar vocês que vou começar com um imagine diferente neste mesmo blog, espero que gostem e quando eu puder, posto pra vocês ok?
Beijosssss