sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

All That Matters - Capítulo 4

Abrindo o jogo.

Justin me pegou no colo me jogando na parede. Ele me beijava com tanta vontade, apertava minha coxa com uma força e cada segundo que passava me subia um calor incontrolável. Com certeza eu não conseguiria me segurar.

Nunca tinha visto Justin daquele jeito, ele me olhava com uma sede, mordia a boca sendo sexy e eu cada vez mais caindo de amores por ele. Pegou no meu cabelo apertando o mesmo, e foi descendo a mão pro meu rosto me beijando cada vez melhor. Parecia que o Justin sabia como enlouquecer uma garota mesmo sem fazer nada!

Me pegou no colo de novo me colocando deitada na cama. Uma hora eu teria que falar a verdade pra ele, aliás, tudo o que eu estava vivendo ali era mentira. E outra, ele ainda não sabia que eu era virgem. Será que eu deveria parar e contar tudo de uma vez?

- Justin?!..

- Oi princesa? - continuou beijando meu pescoço.

- Espera Justin, eu tenho que te contar uma coisa.

- Agora não, depois você me conta.

- É sério amor, eu preciso mesmo te contar.

- Que que você fez? - Parou e ficou me fitando.

A minha leve sensação é de que a partir do momento em que eu falasse, eu seria enterrada viva. Mas agora já comecei.. Ai Meu Deus, e agora?

- É......

- Me fala, o que você fez?

- Eu sou....... Eu sou virgem!

- Ah princesa, calma, você precisa confiar em mim. Eu vou cuidar de você do jeito que você deve ser cuidada. - Voltando a me beijar.

- Tem mais uma coisa.

- Pode falar...

- É que... ah....... eu....

- Eu te amo princesa.

Mais uma vez meu coração batia forte. Ele podia nunca mais querer olhar na minha cara por ter se aproveitado da perda de memória dele.

- Eu também.... eu também te amo!

- Então me conta...

- Nós não somos namorados. - Fitando o chão.

- Eu sei.. - Meio sorriso.

- Ah Justin, desculpa - levantei e comecei a andar pelo quarto de um lado pro outro. - É que eu gosto muito de você, na hora eu me empolguei e ........ Oi?

- Eu sei disso.

- Você me ouviu? Nós não namoramos, eu menti.

- Na verdade quem mentiu foi eu. Eu não perdi a memória. Só me fiz pra saber o que você sentia por mim, eu amo você!

- Ai... Meu... Deus.....!

- O que foi? Vai ficar brava?

- Não, é que.... Ai Justin, vou te matar!!!

- Ah princesa, desculpa. Eu sempre te admirei de longe mas sem coragem de falar com você... eu precisava saber o que você sentia, de quem gostava ou coisa assim. Quando escorreguei da escada, achei a oportunidade perfeita pra ter o privilégio de um dia falar de verdade com você.

- Se isso é um sonho, por favor.. Não me acorde!

- Não é um sonho. Vou te provar isso.

Justin se aproximou com um rostinho de menino apaixonado, e me deu aquele beijo sincero. Acho que o beijo mais sincero que ganhei dele naquele dia. Parei o beijo e ficamos nos olhando nos olhos.

- Eu te odeio sabia?

- É? - Com um ar de triste.

- Lógico que não. Mas uma coisa que eu não entendo, é... Porque você, o garoto mais popular da escola, não teve coragem de falar comigo até hoje?!

- Por medo, talvez.

- Medo do que príncipe? Eu sou apenas mais uma garota, como todas as outras.

- Não, você é diferente. Não sei... De todas as garotas que eu já vi no mundo, você é diferente de todas elas. Me causa arrepios, minhas mãos soam e minhas pernas tremem quando você chega perto.. Nunca senti isso por ninguém!

- Ah, para.... - Sorriso bobo.

- É verdade. Você me ganhou de uma maneira que ninguém nunca foi capaz de ganhar, mesmo de longe.

- Eu te amo.. muito!

- Eu te amo mais, pode acreditar! Quando te perguntei se você era minha namorada, e aos meus ouvidos soou um "sim", eu não acreditei. Naquele momento sim eu achava que era um sonho.

Justin pegou no meu queixo o levantando querendo que eu olhasse pra ele. Sorri boba novamente e ele me abraçou. Apertou a minha cintura com tanta força, eu nunca me senti tão segura, tão protegida em um abraço, como me senti nos braços dele. Com certeza era o lugar que eu nunca mais queria sair, o tempo podia parar, eu poderia ficar ali o tempo que fosse preciso... eu nunca mais queria perder ele, por mim, nunca mais deixaria ele escapar dos meus braços!

Sussurrando ao meu ouvido, Justin veio dando selinhos da bochecha até a boca e aí demos início a um novo beijo. Calmo, romântico, carinhoso... Exatamente do jeito que eu sempre sonhei. Parando o beijo, Justin me encarou meio que zombando de mim com o olhar...

- Mas sobre você ser virgem, é verdade mesmo?

- É Justin, eu sou virgem. Tenho medo de perder, todo mundo diz que dói.. Queria perder com uma pessoa que eu pudesse ter certeza de que seria meu pra sempre.

- Acha que eu não te amo o bastante pra ser seu pra sempre?

- É tudo o que eu mais desejo nesse mundo. 

- Desejo realizado com sucesso!

- Ai bobo - rimos juntos.

- Eu vou ser seu pra sempre, prometo. Se um dia acontecer de nos afastarmos, por qualquer motivo que seja, eu continuarei sendo seu.. Porque esse meu sentimento é daqueles que só se sente uma vez na vida.

- Você é perfeito!

- faço o possível pra te agradar, minha princesa.

- Ai Meu Deus, deixa eu sair daqui se não vou te morder.

Levantei e fui me dirigindo para a porta. Justin me abraçou por trás sussurrando no meu ouvido..

- Você não vai sair daqui hoje.

- Ah, pode parar...

- Tá duvidando?

- Estou. - Com uma leve balançada na cabeça de cima pra baixo, com certeza.

- Veremos.

Me pegou no colo novamente me colocando deitada em sua cama. Com um toque de malícia, outra de sedução e mais uma pitada de romantismo Justin foi tirando minha blusa, sem pausa nos beijos. Jogou minha blusa pra algum canto do quarto, já querendo desabotoar meu short.

- Justin....

- Calma princesa, confia em mim.

- Eu tenho medo.

- Bom... então se quiser parar, a gente para. Vou respeitar sua escolha, te espero o tempo que for preciso... Nosso relacionamento não é baseado em sexo.

- Relacionamento?

- Sim, estamos namorando.. Não estamos?

- Não... Estamos?

- Já sei.... Não, não estamos!

- Sabe o que? To só perguntando, se você disser que estamos, estamos então.

- Não. Eu quero fazer uma coisa antes!

- O que Justin? Me conta...

- Não.

O tirei de cima de mim, jogando o mesmo ao meu lado na cama. Levantei, querendo demonstrar que estava brava. Abri a porta e desci correndo as escadas, ouvindo os passos de Justin correndo atrás de mim.

- Para Justin.

- Não... Vem cá!

- Sai daqui.. eu vou terminar de fazer aquele brigadeiro e DORMIR. - dei ênfase na ultima palavra justamente para provocá-lo.

- Ta bom princesa, mas você vai gostar do que eu vou fazer... 

- Ta.

Chegamos na cozinha, liguei o fogo e terminei de fazer o brigadeiro e a tal pipoca. Peguei a bacia de pipoca e o prato de brigadeiro com duas colheres e sentei no sofá da sala, assistindo o filme fingindo que estava interessada no que estava passando na televisão. 

Justin sentou do meu lado e fez o mesmo. Os dois ali, sabiam que ninguém queria assistir aquela televisão...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

All That Matters - Capítulo 3

A sós.

Será mesmo que Justin estava acreditando que eu era sua namorada? Realmente ele perdeu a memória.. Meu Deus! Por mais que seja tudo mentira, que eu tenha machucado o menino que amo e tudo mais, está sendo a melhor experiência que já passei na minha vida. Simplesmente sem palavras.

Abri a porta do carro e antes mesmo de entrar pedi licença, Pattie olhou pra trás e sorriu tentando não demonstrar o desespero... Mas seus olhos gritavam!

- Fiquei a vontade querida!

- Obrigada!

Entrei no carro e fiquei sentada bem na beira do banco olhando pro vidro, quando sinto a mão do Justin na minha perna. Olhei rápido pra ele e mais uma vez ele estava sorrindo pra mim. Ele olhava nos meus olhos e eu olhava nos dele, nossas bocas estavam a ponto de se tocarem e lembrei que no carro existe retrovisor e era a mãe dele quem estava dirigindo. Ela ainda não sabia da mentira que eu inventei a pouco tempo e com isso, poderia me achar interesseira, uma vagabundinha como outra qualquer.

Olhei para o lado da janela e comecei a sentir a respiração de Justin no meu pescoço. Eu estava entrando em desespero, não sabia o que fazia... Eu queria tudo aquilo, realmente queria, mas não poderia passar uma imagem ruim para Pattie.

- Você é tão linda... - Justin sussurrou ao meu ouvido.

Senti meu corpo se arrepiar todo e o loirinho percebeu. Pegou na minha mão e com a outra puxou meu queixo pra olhar pra ele. O que será que Pattie estava pensando de nós naquele momento? E mais uma vez quase nos beijando, a minha 'sorte' naquele momento, foi que Pattie parou o carro.

- Chegamos!

Abri a porta e desci do carro. Olhei para um lado da rua, olhei para o outro e vi minha casa! Agradeci e fui embora sem ao menos me despedir de Justin, enquanto o mesmo ficou lá parado me olhando entrar em casa. Acredito eu, que estava esperando um beijo ou qualquer coisa assim! Só espero que ele não comente nada com a mãe dele sobre o nosso 'namoro'.

Entrei em casa e minha mãe estava na sala assistindo a Tv. Subi direto pro meu quarto e ela veio atrás toda curiosa querendo saber por qual motivo eu saí da escola mais cedo. Expliquei tudo pra ela e minha mãe, assim como Pattie, entrou em desespero. Desceu correndo as escadas e saiu pela porta.

Fiquei a olhando pela janela e a vi tocando a campainha na casa da vizinha. Quando de repente, a porta abre e sai Pattie. Meu Deus, agora tudo fazia sentido... Eles são meus vizinhos agora! Por isso vieram em casa ontem. Nossa como eu sou lerda, porque não pensei nisso antes?

Vi também parar um carro na qual desceu um cara todo de branco, sem nenhuma dúvida, era o médico. Minha mãe e o médico entraram e Pattie fechou a porta. Não vou mentir, a melhor coisa a ser feita da minha parte era ir ver como o Justin está, ficar lá com ele, fazer companhia e tudo mais... Mas meu medo era maior, medo da mãe dele estar me odiando, medo de quando ele voltar a memória, ele mesmo estar me odiando. E acredito que isso vai acontecer a qualquer momento.

Minha mãe chegou em casa e bateu na porta do meu quarto. Abri e sentei na minha cama mexendo no celular...

- Como que ele ta?

- Ta bem melhor, graças a Deus!

- A Pattie está brava comigo? - Perguntei olhando pra ela.

- Claro que não, ela sabe que não foi sua intenção derrubar ele da escada... 

- Eu não derrubei mãe, ele que... - Ela me interrompeu.

- Eu sei filha, calma.. Não precisa ficar assim! Ele está bem, ela sabe que a culpa não foi sua.

Coloquei o celular do lado e fui na janela observar a casa de Justin.

- Filha, posso te pedir um favor?

- Pode mãe.. - Cabisbaixo.

- Hoje eu, Pattie e seu pai vamos precisar sair a noite, a trabalho. E Você e Justin não poderão ir... E como vão ficar sozinhos, ele não está bem e Pattie confia muito em você, por mais que seja tão pouco tempo que tenhamos amizade assim.

- Enfim mãe... direto ao ponto, por favor!

- Vou precisar que você fique na casa do Justin com ele.

- Oi?? - Olhei assustada para ela.

- Isso mesmo.. Por favor!

- Ah mãe... Não tem como eu ficar na casa de um estranho assim.

- Não é estranho filha, é o Justin... Por favor, é realmente muito importante!

- Eu vou deixar a chave de casa com você, se quiserem vir aqui pegar alguma coisa, fiquem a vontade!

- Não posso ficar eu aqui e ele lá?

- Não (SN), entenda... É importante e vou precisar que você cuide dele! Ele perdeu a memória e nada teria acontecido se não fosse por você! Ta todo mundo contando com você....

- Ta bom mãe... ta bom!

- Mas antes de mais nada....

- Ai, o que foi agora?

- Queria dizer que vocês vão ficar sozinhos, e eu queria poder confiar em você... Eu sei melhor que ninguém que você ama ele.

- Que história é essa mãe? Quem ama quem? Meu Deus, não delira... - Voltei a olhar para a janela.

- (SN), sou sua mãe.. Eu te conheço! A mãe sempre sabe quando a filha está apaixonada. Não precisa mentir pra mim....

- Ah, só não queria que ninguém soubesse....

- Eu entendo, já passei pela sua idade, se esqueceu? Enfim... Só quero pedir pra que você tenha juízo porque confio em você e sei que posso.

- Ok mãe, fica tranquila.. Juízo em mim não falta!

- É, espero mesmo! - Disse rindo. - Bom, então é isso... Obrigada viu? Te amo!

- Ai, ta mãe.. para de melação!

- To indo arrumar minhas malas e as de seu pai.

E saiu. Puxei a poltrona que tinha no meu quarto pra varanda e fiquei fitando a rua e pensando comigo mesma. E nossa, eu vou passar uma noite inteira com o Justin, não me esquecendo que ele ainda está achando que eu sou a namorada dele. Meu Deus, o que eu faço? Não posso negar que estou amando, mas um pouco de medo sempre aparece.

[...]

Eram 19h51 e o vôo deles sairia as 20h30. Confesso que eu estava nervosa, mas um pouco ansiosa também! Se despediram, meus pais e Pattie deram seu discurso e foram embora. Fiquei sentada no sofá da sala assistindo filme e Justin sentado do meu lado.

- Quer comer alguma coisa?

- Não, estou bem... Obrigada!

- Ah, então vem comigo fazer pipoca.

- Ok.

Levantei e fui seguindo ele até a cozinha. Ele pegava as coisas e eu preparava a tal pipoca.

- Sabe uma coisa que eu aprendi a fazer com a minha mãe, uma receita do Brasil, de quando ela morava lá?

- O que?

- Brigadeiro.

- Ah, jura que tu sabe fazer??

- Sim... - Sorrindo.

- Então você vai fazer. Quais ingredientes precisa pra fazer brigadeiro?

- Margarina, leite condensado e nescau.

- Ok. Minha namorada é perfeita... Meu Deus!

Eu estava virada para o fogão mexendo na panela de pipoca, quando senti o corpo do Justin colando no meu. Sim, Justin tinha me abraçado! Ele apoiou seu queixo no meu ombro e ficou ali me olhando movimentar aquela panela.

- Eu te amo.

Meu corpo automaticamente gelou por inteiro, meu coração batia cada vez mais forte, minhas mãos soavam tanto que quase pingavam. Nunca senti isso antes! Meu Deus, o que está acontecendo comigo? Estou fora de mim. A minha vontade era virar de frente pra ele e dar um beijo, daqueles na qual eu queria a 3 anos!

- Repete, por favor?

- Eu te amo. - Deu uma pausa - Muito!!!

Eu não conseguia mover aquela panela. Desliguei o fogo e me virei de frente pra ele exatamente do jeito que eu queria. Ele me pegou no colo e me colou em cima da bancada da cozinha olhando nos meus olhos, sem desviar um minuto sequer. E completei...

- Eu também te amo muito! - Disse meio insegura. Afinal, ele tinha perdido a memória... Com certeza estava falando sem pensar.

Justin foi se aproximando cada vez mais de mim, seus olhos sempre fixados nos meus, sua boca a cada segundo mais perto, quando o vi fechando os olhos. Pronto, se a minha intenção era desistir daquele beijo para não criar esperança, era tarde demais.

Fechei meus olhos e senti os lábios de Justin roçando os meus. Logo Justin pediu passagem com a sua língua para um beijo de verdade, e eu sem exitar, o liberei. Ele me beijava calmo, com vontade e enquanto o beijo esquentava cada vez mais, Justin passava a mão da minha cintura até minha nuca.

O arrepio mais uma vez, tomou conta de mim. Ninguém nunca ensinou para esse garoto que não pode pegar na nuca de uma mulher? Uma das mãos de Justin massageava a minha coxa a apertando cada vez mais forte, enquanto a outra apertava meus cabelos me deixando ainda mais louca por ele.

Já havia beijado outros garotos, mas esse beijo com certeza foi o melhor de toda a minha vida. Ele sabe como cuidar de uma mulher, aliás, ele sabe como enlouquecer uma mulher!

Dei um leve empurrãozinho em seu peito e desci da bancada ainda o beijando, e o clima estava cada vez mais quente, eu não aguentava tudo aquilo. Parei o beijo e fiquei olhando fixo pra ele, foi quando ele soltou aquele sorriso encantador dele.

- Que horas são?

Olhei para o relógio e respondi.

- 21h45.

- Quinze para as dez? hmmm, vem cá.

Me pegou pela mão e começou a me puxar. Subiu as escadas e eu, completamente sem entender nada...

- Onde vamos?

- Você vai ver...

- Mas e as coisas? Tenho que terminar de fazer a pipoca e o brigadeiro pra você!

- Deixa isso pra lá... - Antes de terminar a frase, entramos no quarto dele e ele fechou a porta. - Agora é só nós dois!

Lembrei do que minha mãe havia me falado, sobre ter juízo e etc, mas Justin me olhou com uma cara de safado e veio pra cima de mim igual a um leão. Eu teria que ser forte, mas se passasse do meu limite, eu não aguentaria.

domingo, 24 de novembro de 2013

All That Matters - Capítulo 2

Perdendo a memória.


Acordei era umas 5h30, tomei meu banho, me troquei e fui pra escola. Hoje, de fato, mais arrumada.. Pelo fato de Justin já saber da minha existência. Só ainda não entendi porque ele foi parar na minha casa, mas ok, um dia descubro. Pior que esqueci de perguntar pra minha mãe, com certeza ela saberia...

Cheguei na escola, bateu o sinal e eu e a Lari entramos pra sala. Lógico que eu contei TUDO pra ela, detalhe por detalhe. Ela quase morreu quando eu contei, queria me matar, que sou muito sortuda e tudo mais.

Chegou o intervalo, sentei no meu cantinho de sempre que dava pra ver o lindo do Justin perfeitamente. Coloquei um fone e a Lari colocou o outro e ficamos ouvindo música e fitando cada movimento daquele príncipe sem coroa. 

Bateu o sinal e subimos pra sala. Durante a aula a professora pediu pra eu descer até a coordenação para pegar giz pra ela, pois o dela tinha acabado. Ok, como boa aluna, fiz o que me pediu.

Peguei o giz e com as mãos com vários dele, comecei a subir as escadas olhando pro chão. De repente esbarro em uma pessoa me fazendo deixar cair todos os giz da minha mão. Vários dele tinham quebrado ali, a pessoa continuou andando e eu fiquei ali pegando do chão. Nem olhei pra ver quem era, fiquei xingando a pessoa mentalmente, mas deixei passar.

Quando olho pro lado, um garoto descendo correndo as escadas, pisa em um dos giz que estavam no chão e leva um tombo, rolando as escadas e batendo a cabeça na mesma. Fiquei em choque, paralisada, completamente sem saber o que fazer. Eu olhava pro lado e não tinha ninguém ao nosso redor. 

Me agachei ao lado do garoto e vi que era o Justin ali... Foi aí que fiquei mais em choque ainda, poderia ser qualquer outra pessoa, mas não, tinha que ser o Justin Bieber. Que inferno, só dou mancada, que garota azarada!

- Ei.... Justin, acorde, por favor! Não me deixa entrar em desespero, acorde.. - Automaticamente comecei a chorar completamente sem controle.

Eu batia no rosto dele e ele não acordava. Meu Deus, o que foi que eu fiz? Eu poderia ter tomado um pouco mais de cuidado. Mais sem juízo ainda foi o inútil descer correndo as escadas... Poderia ter olhado pro chão não é?

- Justin, por favor... Me responde, não me deixa aqui, por favor, eu preciso de você! Abre os olhos, faz algum movimento, me dá um sinal pelo menos... Por favor, Justin!!!! - Batendo no rosto dele e chorando ainda mais cada segundo que passava.

Eu tinha que tirar ele dalí, ele não poderia ficar deitado ali no chão. Mas ele é um garoto, eu não vou conseguir carregar ele até algum lugar próximo e se eu quisesse levar ele pra enfermagem, precisaria de ajuda... Pois estava longe dalí.

O único momento em que eu estava próximo da pessoa que eu amava, ela estava inconsciente por descuido meu. Eu não tinha o que fazer... Eu não poderia deixar ele ali sozinho pra ir chamar alguém, e ninguém descia aquela maldita escada pra me ajudar.

Foi ai que peguei na mão de Justin, deitei minha cabeça em sei peito pra ver se o coração batia e ouvi o mesmo bater forte. Os dedos dele começaram a se mexer, e rapidamente olhei pra ele e o vi abrindo os olhos devagar.

- Ai, graças a Deus!!! Justin, você está bem?

- Oi? - disse meio confuso.

- Você está bem??

- Hmmm. Acho que sim, minha cabeça está doendo muito! - Tentando se levantar.

- Você acha que consegue se levantar pra eu te ajudar a ir para a enfermaria?

- Acho que sim. Mas onde estamos??

- Como assim onde estamos? Na escola, você caiu da escada e bateu a cabeça... Não se lembra?

- Não...

Pronto, agora Justin perdeu a noção do tempo e eu fui a real causadora disso tudo. Acho que nunca tive na minha vida, tanto desespero igual naquele momento. Ele estava totalmente fora de si, aposto que também não fazia ideia de quem eu era. Aliás, nunca fui nada pra ele, então não fazia diferença.

Ajudei Justin a se levantar, coloquei seu braço em volta do meu pescoço e fomos andando bem devagar pra não correr o risco de acontecer mais alguma coisa horrível. Já que era eu ali e em tudo o que toco, sempre acontece alguma coisa de ruim. Parece até que é macumba... Meu Deus!

Ele era tão cheiroso, o perfume dele era forte e ao mesmo tempo conquistador. A voz dele... Ah, a voz dele era simplesmente perfeita, meio rouca e calma ao mesmo tempo. E enquanto caminhávamos ele me fazia perguntas do tipo "que horas são?" "que lugar é esse?" "meu Deus, onde eu vim parar?" e essas coisas. Acho que estava tentando achar um jeito de tentar capitar a memória.

Chegando na enfermagem, abri a porta, coloquei ele sentado na maca e fiquei esperando a enfermeira ou qualquer nome que queira chamar. Ver ele ali, sentado na minha frente, olhando nos meus olhos com aqueles olhos sedutores castanho claro era o fim pra mim, eu definitivamente estava completamente apaixonada pelo playboyzinho da escola.

O tempo passava e nada da enfermeira chegar. Eu já estava começando a ficar estressada. O garoto perdeu a memória, alguém tinha que cuidar dele, eu não sei nada sobre cuidar de doentes... Eu estava completamente perdida!

Mais uma vez Justin ficou me olhando. Foi aí que um sorriso meu escapou, e vi que o rosto dele também se moveu a sorrir. Eram dois adolescentes dentro da enfermagem se olhando e sorrindo sem motivo um para o outro. Meio louco tudo isso não é?

E assim ele começou a fazer várias outras perguntas, mais uma vez tentando capitar a memória que teria perdido no capote, na escada. E entre essas perguntas, ele me fez a seguinte questão:

- E quem é você?

- (SN), prazer. 

- Nós somos namorados?

Exatamente nesse momento eu fiquei paralisada, não sabia o que responder... Fiquei o olhando e pensando em uma resposta e mesmo pensando muito, minha boca soltou um:

- Sim.

- Puxa, minha namorada é linda.

Não estou acreditando que o Justin Bieber, que sou apaixonada faz quase 3 anos está me chamando de linda, aliás, entramos no colégio juntos, mas como ele é um ano mais velho, ficamos em salas diferentes e mesmo com todo esse tempo, não tive coragem de falar com ele. Eu sabia que em algum momento ele descobriria a verdade, mas o momento ali estava tão perfeito que eu deixei acontecer naturalmente sem querer. As palavras saíam da minha boca com uma facilidade, não me deixava pensar pra responder, eu não sabia o que estava acontecendo comigo.

De repente entra na sala uma moça com um avental branco, cabelo preso e óculos.

- O que vocês estão fazendo aqui?

Expliquei toda a situação pra ela e ela ligou para a mãe de Justin para que viesse buscar ele. Ele não poderia ficar naquelas condições na escola. Ele ia fazer o que na escola? Tinha perdido a memória. 

[...]

Passou um tempo e logo Pattie chegou. Como sempre, toda linda. Cabelo soltos lisos, e os olhos sempre brilhando parecendo duas bolinhas de gude. Ela parecia tensa, e lógico que estaria.. Ai meu Deus, o que eu to falando? Cala boca (SN), para de conversar com você mesma, que ridículo, ta parecendo louca.

- Meu Deus o que aconteceu? - Toda preocupada. Foi aí que ela me viu. - (SN)? O que você ta fazendo aqui? O que você fez filho??

- Calma, podemos conversar lá fora um instante? - Disse a enfermeira.

Nossa, imagino o desespero da Pattie. Ela vai querer me matar quando souber, foi tudo culpa minha! Olha só, que lindo... Minha 'sogra' querendo me matar por eu ter quase matado o filho dela. Eu estava completamente ferrada! Meu coração batia forte, minhas mãos soavam e a minha expressão facial não era de se esconder meu medo.

Pattie entrou na sala, olhou pra mim e disse.

- Obrigada! Vamos Justin.

Meu coração gelou. Eu quem queria me matar, nunca me senti tão inútil assim. Quase saindo pela porta, virou pra mim e completou.

- Aliás (SN), não quer ir pra casa também? Acredito que você não vai conseguir estudar depois desse choque que levou...

- Não Pattie, estou bem... Obrigada! - Disse sorrindo pra ver se acalmava um pouco as coisas, mas óbvio que não adiantou muita coisa. 

- Não, eu faço questão de te levar embora. Vamos... Eu assino pra te dispensarem também! Você não vai ficar na escola numa hora dessas. Você sabe qual a sala que o Justin estava?

- Sei sim... - Eu sabia de todas as aulas do Justin, eu sabia de quase tudo dele. Eu não era apaixonada, na verdade, eu era desesperada por ele kkkkkkk

- Ótimo, tem como você pegar o material dele pra mim, por favor?? - E tem como dizer não pra ela?

- Lógico...

- Já aproveita, passa na sua sala e pega o seu também.

- Ok Pattie, obrigada!

Virei as coisas e saí. Subi na sala do Justin... Já comentei que sou tímida? Lógico que já. E como eu falaria pro professor me deixar entrar na sala dele, atrapalhar a aula dele pra pegar o material do menino mais desejado da escola? Os amigos dele iam me matar por olhares. Dito e feito.

~Toc Toc~

- Pois não?

- Eu preciso pegar o material do Justin, ele vai embora. A mãe dele está pedindo!

- Ah, ok... Pode entrar!

Entrei e todo mundo ficou me encarando. Uma pessoa em cada canto da sala gritava:

- O que acontecendo com o Kidrauhl?

- Porque ele vai embora?

- Porque você quem veio pegar o material dele? ele não podia?

E várias outras perguntas. Eu estava completamente paralisada mais uma vez, não respondi ninguém. Entrei muda e saí calada. Acredito eu que o pessoal da sala do Justin estava me achando a maior mau educada, mas não... Era vergonha mesmo!

Fui pra minha sala, peguei meu material e desci. Pattie estava me esperando no carro já e por algum motivo, Justin estava no banco de trás, sorrindo pra mim.

sábado, 23 de novembro de 2013

All That Matters - Capítulo 1

Nada como um dia após o outro.


Mais um dia como todos os outros. Levantar cedo, me arrumar e ir pra escola! Na verdade eu não aguento mais essa minha vida de estudante, mas como todos temos que passar por isso, vamos em frente...

Acordei com meu pai batendo na porta, assim como todos os dias..

- Vamos (Seu nome), está na hora de acordar! Você tem aula...

E como a minha vida é sempre clichê, levantei da cama e fui direto pro banheiro tomar meu banho. Assim que saí, coloquei aquele uniforme ridículo que me deixa obesa, calcei o tênis e corri para a cozinha. E mais uma vez, aquela mesa de café lotada de coisas... Vários tipos de pães, leite, achocolatado, café, bolacha, manteiga, requeijão, enfim... Achava exagero aquilo tudo, mas ok..

Tomei meu café da manhã e corri de volta pro banheiro, pra escovar meus dentes, arrumar meu cabelo e ir para a escola. Feito isso, só ouvi meu pai gritando:

- Vamos (SN), você está atrasada!!!!

Peguei meu celular (meu instrumento de sobrevivência, não vivo sem rs') e desci correndo, entrei no carro e fui para o tão esperado colégio.

Os dias se passavam e minha vida era como a de todas as outras. Dia a dia sempre a mesma coisa, era apenas mais uma daquelas vidas clichês. Só tinha um detalhe, eu era apaixonada por um garoto da escola, sempre rodeado de meninas e todas as garotas da escola também morriam por ele. Eu nunca teria chance, aliás, nunca vou ter chance com ele!

Eu era o tipo de garota quieta num canto, com apenas uma amiga, completamente isolada, tímida.. Quem olharia pra mim? 

Enfim, cheguei na escola. Desci do carro e fui direto com a Lari (minha melhor amiga). O sinal tocou e fomos pra sala! 

Estávamos quase no meio do ano e diariamente no intervalo, eu ficava babando naquele garoto de topete loiro. Nos dias em que ele faltava, a escola não era a mesma, parecia que faltava algo, ela era totalmente diferente... Acho que pelo fato de eu gostar demais dele!

[...]

Cheguei em casa, almocei e fui direto para o meu quarto. Liguei o rádio e fui tomar um banho. Saindo do mesmo, escolhi minha roupa e resolvi ir pra casa da Lari... Eu ia ficar fazendo o que em casa? Odeio ficar sozinha, por mais alone que eu fosse!

Peguei meu celular, o notebook e fui correndo pra lá. Ela morava tão perto de casa, era só virar a esquina e já estava na casa dela. Era perfeita essa nossa vida de amigas kkk.

Saindo de casa vi um caminhão de mudança na casa de frente pra minha. Até então nem me toquei. Parei um pouco na frente de casa e fiquei observando quem seria meu(minha) mais novo(a) vizinho(a).

Logo depois chegou um carro L-I-N-D-O, e dele desceu uma mulher bem baixinha, morena de olho azul, simplesmente PERFEITA. Falei baixinho pra mim mesma:

- Nossa, to bem de vizinha hein...

Nisso a Lari me aparece correndo e gritando meu nome igual a uma louca.

- (SN)! (SN)!!!

E eu ali observando aquela casa. Uns segundos depois desce um garoto do outro lado do carro. Sem tempo de ver quem era, a Lari chegou atrás de mim e tapou meus olhos com as mãos.

- Surpresa!

- Oi? - Eu disse meio confusa, tirando as mãos dela dos meus olhos e virando para a mesma.

- Surpresa....

- Surpresa o que Larissa?

- Eu to aqui ué.. Surpresa, vim te chamar pra ir em casa!

- Ahhhh sim, eu já estava indo pra lá. Só queria saber quem vão ser meus novos vizinhos!

- Nossa, verdade nem notei... - E ficou as duas alí, paradas na frente da minha casa observando a mudança.

A mulher e o garoto entraram pra casa e não saíram mais. E eu aqui, toda curiosa... Viramos as costas e fomos pra casa da Lari. Fiquei o dia todo pensando naquilo.

[...]

Eram 8 horas da noite, já estava ficando tarde e no outro dia eu tinha escola, era hora de ir embora. Me despedi da Lari e dos pais dela e voltei pra casa. Cheguei em frente a minha casa e mais uma vez fiquei observando aquela casa gigantesca...

De repente chega outro daqueles carros maravilhosos. Desce um senhor de cabeça branca e uma senhora loira de cabelo até o ombro e óculos. Pra eles não pensarem que eu estava querendo alguma coisa lá, entrei correndo pra dentro e pra minha sorte, minha janela era de frente pra casa.

Na verdade, não sei porque fiquei tão encanada com aquela casa.. Alguma coisa me dizia que algo de muito especial ia acontecer lá dentro e que eu estaria envolvida. Mas as vezes era só sensação mesmo, intuição sei lá!

Jantei, tomei banho e fiquei ouvindo música com o fone, deitada na minha cama.. Do nada, minha mãe bate na porta e me pede pra descer. No começo fiquei assustada, mas achei que ela queria que eu fizesse algo pra ela ou coisa assim.

Descendo a escada de pijama, pantufa e mexendo no celular... Quando olho pra frente vejo o garoto da escola e sua mãe entrando pela porta da minha casa. Na hora que olhei, já virei as coisas e subi correndo pro meu quarto pra me trocar... Quase levei o maior tombo na escada na frente de todo mundo!

- Como a minha mãe não avisa que o Justin está aqui? Me faz pagar esse maior mico? Agora que ele não olha mais pra mim mesmo, meu Deus.. vou matar ela! Ele deve estar achando que sou louca ou que tenho algum problema mental, não é possível... Que vergonha!!!!

Me troquei colocando a melhor roupa de verão que eu tinha no meu closet, a sapatilha mais nova e fui direto pro banheiro arrumar meu cabelo. Passei blush, rímel, um gloss e desci.

Estavam todos na sala conversando. Cheguei lá e todo mundo parou pra me olhar, inclusive o menino mais lindo de todo o mundo. Automaticamente pensei comigo:

- Meu Deus, o Justin ta na minha casa.. Ele é ainda mais perfeito de perto, ele ta me olhando!

Eu estava quase infartando dentro da minha própria casa. Sentei e como sempre, minha mãe tinha que acabar com a minha moral mais uma vez....

- Nossa filha, aonde você pensa que vai?

- Nenhum lugar mãe. - Abaixei a cabeça e fiquei fitando minhas pernas, dei uma olhadinha pro Justin que estava sentado na minha frente e ele estava olhando pra mim. Na hora, senti minhas bochechas queimarem.

- Porque você está toda arrumada então?

Acho que a partir daquele momento todo mundo ali presente já sabia que eu era completamente apaixonada pelo tal Justin Bieber, que na verdade, antes de estar na minha casa, nem sabia da minha existência.

[...]

O tempo passou, eles foram embora e eu queria matar a minha mãe, só pelas coisas que ela me fez passar nessa noite.

Voltei pro meu quarto, coloquei meu pijama novamente e dormi.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aviso!

Bom minhas Beliebers, queria dizer obrigada a todas vocês que liam minha imagine... É realmente muito gratificante pra mim escrever pra vocês e saber que vocês gostam do que escrevo!
Me desculpem por todo esse tempo que fiquei distante da imagine e de vocês! Quero voltar com mais ideias e tudo mais!!! Só estou agradecendo mesmo....
E pra terminar, quero avisar vocês que vou começar com um imagine diferente neste mesmo blog, espero que gostem e quando eu puder, posto pra vocês ok?
Beijosssss

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Capítulo 29

"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem."



Kadu - SeuApelido chegamos!

Abri os olhos, senti um gelo na barriga, realmente agora tudo tinha mudado. Espero não ficar muito tempo aqui...

Olhei para o Kadu, ele me olhou e sorriu...

Kadu - Vamos? O carro deve estar nos esperando!
Vc - Vamos... - com incerteza

Descemos do avião. Eu sentia que todos me olhavam diferente, não sei explicar. Acho que era medo! É... Acho que era isso mesmo!

Pegamos nossas bagagens e saímos do aeroporto. Sim, o carro estava na posta nos esperamos. Kadu abraçou o motorista como se fossem amigos bem próximos. Coloquei minha mala no porta-malas e entrei no carro. Kadu fez e mesmo e assim seguimos para a agencia.

Kadu - SeuApelido, agora ele te acompanhará e te levará a todos os lugares que precisar... Ele é seu motorista particular agora! Pelo menos nos dias que você ficar aqui no Canadá!
Vc - Ok, muito obrigada! Mas como o senhor chama? - me referindo ao motorista.
Motorista - Jhonatan, mas pode me chamar de Jhon...

Ele disse com um sorriso que pude ver pelo retrovisor do carro.

Enfim chegamos na agencia. Kadu me apresentou a todos da agencia e o pessoal de lá parecia ser muito dedicado ao seu trabalho. Sem falar na alegria que aquela agencia transmitia a nós. Eles eram muito divertidos, riam de tudo e assunto é o que não faltava.

Gostei muito de todos eles, mas ainda queria meus amigos e minha família de New York. Era estranho estar em um lugar sabendo que meus pais e as pessoas que eu amo estão tão distantes...

Eu ficava pensando no que eles estavam fazendo, se eles estavam pensando em mim ou não. Não sei, só queria eles perto de mim... Primeira vez que isso acontece, e eu sei que se eu quiser seguir essa carreira, essa não vai ser a ultima vez!

Depois de nos conhecermos, Kadu me levou para o apartamento que eu ficaria enquanto estivesse aqui no Canadá. 

[...]

Quando chegamos lá, e vi aquele apartamento enorme, que seria meu e só meu, fiquei boba, e com certeza, muito feliz.

Depois de Kadu me mostrar tudo, me apresentar para as pessoas que eu mais passaria os dias, disse:

Kadu - Vou indo então, eu fiz o que tinha que fazer e agora chegou a minha hora de partir. Vou deixar você descansar porque sei que está morta de cansaço. Quando voltar, eu e sua família estaremos te esperando no aeroporto ok? Mantem contato, não esquece...

Ele riu, me abraçou e saiu. Desci, disse para o motorista que ele poderia ir para a casa dele depois que levasse o Kadu para o aeroporto. Sinceramente eu não sei o que o Kadu veio fazer aqui, acho que é me dar segurança de que esse pessoal que trabalharei esses dias são de confiança.

Subi para o meu quarto. Deitei na cama e fiquei pensando na vida, e quer saber? Não pensei que meus dias no Canadá iam ser o melhor de toda a minha vida. Não por estar longe das pessoas que eu amo, mas pela oportunidade de ter uma das melhores viagens. Era uma oportunidade, uma porta aberta em minha carreira e uma porta aberta com certeza para a minha felicidade.

Fui para a cozinha, peguei algo para comer e logo meu celular tocou. Sim, era o Justin... kkk

_LigaçãoOn_

Vc - Alô?
Jus- Meu amor?
Vc - Jus?
Jus - Ah meu amor, estou morrendo de saudade já. Sei que você saiu daqui de Nova Yorque quase agora, mas eu quero você aqui. Estou com saudade. Eu fico pensando na nossa noite, nos nossos momentos, nas nossas palavras e pensar em você e saber que está longe está me deixando péssimo. Eu quero você de volta!!!
Vc - Poxa bb, calma, eu acabei de chegar aqui no meu apartamento, e deitei um pouco aqui na cama... Preciso descansar. Estou cansada pra caramba. Não pensei que essa viajem ia acabar comigo assim. Mas eu também estou morrendo de saudade, você sabe que eu queria estar aí, te abraçando e beijando, mas isso é bom. Sabe porque? Porque me disseram uma vez assim "Quanto mais saudade mais amor." Mas vai passar rapidinho. Logo logo estou de volta. Prometo!
Jus - Ta bom meu amor, eu confio em você. Não demora! Vou ver suas fotos todos os dias, só pra matar um pouquinho da saudade. Qualquer coisa, se você puder, vamos nos falar pela internet e ligar a webcam?!...
Vc - Ok, te aviso quando puder... Agora vou descansar amor! Beijos, fica com Deus...
Jus - Ta, Beijos princesa, fica com Deus você e boa sorte aí!
Vc - Brigada, Tchau!
Jus - Tchau.

_LigaçãoOff_

Continuei deitada na cama e logo dormi...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Capítulo 28

"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor."



Vc - Cadê o Gabriel? Não vai esperar ele pra jantar?
Mãe - Nossa, verdade... Desculpem!
Vc -  Êee Mãe... Vou ligar pra ele.

Peguei o celular e fiz o que tinha que fazer.

_CelularOn_


Ga - Alô?
Vc - Onde você está Ga? Estamos todos te esperando...
Ga - Estou quase chegando... o Trânsito está completamente péssimo hoje... Desculpa a demora!
Vc - Ok... Estamos te esperando.

_CelularOff_


Desliguei o celular e sentei no sofá da sala e o pessoal ficaram lá fora. Acho que esperando que eu voltasse.Fiquei ali, sentada fitando o chão. Pensando como seria eu em outra cidade sem minha família, sem meus amigos, sem meu namorado. 

Tenho medo de que quando eu voltar, possa me decepcionar com o que posso encontrar. Tenho medo de ir, deixar tudo pra trás e depois quando voltar, não ter mais nada, por mais que digam que vão me esperar. Simplesmente tenho medo de perder tudo. Tudo bem que estarei fazendo o que amo, ganharei novas amizades, conhecerei pessoas novas, outros lugares do que estou acostumada, mas isso é o que eu amo também. Eu sentia que algo iria acontecer se eu viajasse. Era intuição feminina, e nós garotas sabemos que intuição feminina não falha.

Logo "acordei" sentindo uma mão em meu ombro e um beijo leve á minha bochecha, sabia que era o Justin pelo seu cheiro, pelo modo do seu beijo. Olhei para o lado e estavam todos me chamando. Foi quando vi Gabriel e Demi sentados à mesa com todo mundo. Me levantei, e sentei ao lado do Justin na mesa.

Jantamos e a hora que eu vi, já tinha todo mundo ido embora menos Justin, Demi e Pattie. Eu, Gabriel, Demi e Justin estávamos na sala, meu pai havia subido para o quarto, ele estava cansado e tinha que acordar de madrugada para me levar para o aeroporto. E minha mãe com a Pattie sentadas na sala de jantar conversando e observando-nos.

Acabei dormindo no colo do Justin. E acordei com meu pai me chamando para eu me arrumar e irmos para o aeroporto que o Kadu já havia ligado. Subi correndo para o meu quarto, tomei banho e me arrumei. 

Eu estava assim:

(sem o chapéu)

Passei maquiagem, peguei uma bolsinha e coloquei as coisas básicas dentro, não esquecendo do meu celular. Peguei minhas malas, parei na porta do meu quarto e falei alto:

"Isso não é uma despedida, mas vou sentir sua falta. Por tudo o que passei aqui"

Sou dramática, e olha que muito viu?! Eu sei, mas não tenho culpa, apenas sou assim.

Estava passando pelo quarto do Ga e tive que entrar. Achei que ele não fosse comigo no aeroporto. Mas logo que abri a porta do seu quarto, estava tudo arrumado, até parecia que ele não havia dormido ali. Estranhei, mas fui para o quarto dos meus pais. Também não havia ninguém. Então desci...

Sim, encontrei Gabriel, meu pai, minha mãe, até Justin estava lá... Fiquei tipo "esse povo me ama velho!". Comecei a rir sozinha, comigo mesmo.

Fiquei tão feliz em encontrar eles lá. Acho que seria outra coisa se eu tivesse ido embora sem me despedir das pessoas mais importantes da minha vida. Logo meu pai foi nos apressando...

Pai - Bom, quem não for vão se despedindo porque estamos em cima da hora...
Mãe - Mas acho que todos vamos. Você vai Justin?
Jus - Posso?
Pai - Claro.

Então foram todos saindo de casa e indo em direção ao carro. Como eu não poderia sair sem me despedir da minha casa, fiz igual ao meu quarto. Olhei para trás, lágrimas começaram a sair dos meus olhos. Peguei minhas malas, e às coloque no carro. Voltei, fechei a porta e mais e mais lágrimas caiam... Olhei em volta e entrei no carro.

Uns 20 minutos depois chegamos ao aeroporto. Liguei para o Kadu e marcamos um ponto para nos encontrarmos. E assim aconteceu. Nos encontramos e ele me deu a passagem que já estava em suas mãos. Apenas ouvi a voz 

"Passageiros do voo 1451, favor comparecerem ao portão 5. Repito, passageiros do voo 1-4-5-1, favor comparecerem ao portão 5."

Corremos pra lá e a cada segundo que passava eu estava com mais medo. Enfim chegamos ao portão 5 e infelizmente era hora da despedida. Pelo menos por alguns dias, ou semanas...

Começamos a nos abraçar. Abracei minha mãe. Depois meu pai. Depois meu irmão e por fim, a vez de Justin. O medo corroía o meu corpo. Eu tremia, eu chorava, eu não queria ir, mas eu tinha que ir, eu não tinha escolha. O futuro estava em minhas mãos. Prometi para mim mesma que nunca deixaria minha profissão por ninguém, não poderia quebrá-la.

Kadu nos apressou novamente. Abracei todos ao mesmo tempo e disse baixinho, com a voz tremula de choro.

Vc - Eu amo vocês...

Dei meia volta, peguei minhas malas, olhei para o portão e fui entrar pelo mesmo. A partir do momento que eu estrasse por esse portão, não tinha volta. Era ir, pra talvez deixar tudo pra trás e nunca mais ter o que eu tinha aqui. Senti a mão gelada e tremula do Justin no meu braço. Soltei as malas correndo e o abracei.

Jus - Eu vou te esperar... Eu prometo!

Aí eu desabei. Não conseguia dizer nada. Eu abraçava-o tão forte, mas tão forte como se o mundo fosse acabar. O beijei de uma forma que nunca havia beijado antes. E a moça que pegava as passagens nos apressou...

Moça - Desculpem incomodar, mas vocês vão para o voo 1451?
Kadu - Sim...
Moça - Então acho melhor vocês entrarem logo, pois eles já estão querendo fechar o portão.
Kadu - Ok... SeuNome, vamos, já se despediram, eu sei que é difícil, mas logo você está de volta... É hora de irmos!

Beijei Justin pela ultima vez. Dei um abraço em cada um e entrei pelo tal portão. Agora sim, é ir e ir... Sem volta! Só espero não me decepcionar quando voltar. Todos choravam muito. Primeira vez vi meu pai e Gabriel chorar daquele jeito. Me doeu o coração. Bateu aquele aperto, mas não tinha outra escolha.

Sentei em uma poltrona ao lado do Kadu, encostei a cabeça na mesma e voltei a chorar... Logo dormi!

Acordei...

Kadu - Chegamos SeuApelido!

                                                                                                             

Espero que estejam gostando....
Comentem se querem que mude algo, ou se estão gostando mesmo! hahaha'
Obrigada Mesninas... :D s2'